Reflexões sobre a educação
domingo, 3 de janeiro de 2010 by Reciclagem de Artigos in

Reflexões sobre a educação*

Início do século XXI vive-se um período conturbado, onde a quebra dos paradigmas está impregnando atos, valores e omissões no seio da sociedade. O descrédito em relação ao papel do Estado, a desestruturação da família e os questionamentos sobre o envolvimento do indivíduo perante a coletividade demonstram que, em muitos casos, as grandes epopéias não funcionam mais e hoje ninguém parece acreditar em uma grande revolução social.
Na verdade, é muito cedo para não crer mais no país. Ainda há sonhadores que buscam possibilidades para se encontrar novos caminhos para o Brasil, e parecem adotar um mesmo discurso, ao unirem seus conjuntos de convicções e enfatizarem que a educação seria o principal meio para a tão esperada transformação do povo brasileiro.
No entanto, ao se adotar que a educação possa incorporar o papel de protagonista da mudança social, tem-se um grande abismo a ser transpassado, pois, afinal, a escola solidifica os valores de uma sociedade ou os transforma? Esse questionamento que poderia ser o início para sérios debates e apontamentos, ainda está longe de ser respondido, até porque a sociedade ainda insiste em não encontrar as soluções para a falta de valorização dos profissionais da educação, para os problemas no modelo de formação dos alunos e para a inexistência de uma séria política educacional.
Ainda é possível somar a esta desestruturação da instituição escolar, a perda do poder aquisitivo dos professores, a falta de ampliação da rede pública de ensino, a falta de profissionalização dos gestores educacionais, a cobrança das comunidades sem a existência de canais maduros para a relação escola-comunidade e o desemprego dos alunos-trabalhadores e de seus familiares.
Como professor da escola pública do Estado de São Paulo há sete anos, quero salientar que me considero um desses sonhadores que almejam transformações via educação. Seria um grande equívoco perder as esperanças no futuro quando na verdade todo o trabalho como professor consiste em convencer cada aluno de que é possível assumir, prolongar e subverter a própria história.
Porém, quero ser eficaz como professor, mas não em quaisquer condições! Quero pesquisar, construir, analisar, confrontar com colegas e com especialistas, situações de aprendizagem. Quero que a escola pública me ofereça reais condições de trabalho, com variedade de materiais pedagógicos e com menos alunos em sala de aula. Quero fazer parte de um sistema onde eu possa demonstrar que o ato de aprender e ensinar seja uma verdadeira “operação mental” e não a aquisição de um reflexo condicionado, sustentado e “escorado”. Quero ter um salário digno que não me obrigue a ter uma jornada de trabalho tão árdua. Quero enfim, ter condições na rede pública estadual, de demonstrar para meus alunos que só é agindo que se pode aprender.
Como um profissional da educação consigo perceber também que existe por parte da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo uma perigosa ilusão na busca obstinada de racionalização dos índices de aprendizagens. Será que realmente se pode reduzir a avaliação de nossas escolas e de seus professores apenas aos indicadores de êxito escolar? Então porque não oferecer que 100% dos meus alunos tenham a possibilidade de fazer uma pesquisa, de preparar um ensaio e de falar durante uma hora sobre um assunto perante o grupo? Índice alto? Então porque não proporcionar que 40% estejam envolvidos em um projeto artístico, cultural ou esportivo? Ou até mesmo que 30% deles possam ser incluídos digitalmente, ou freqüentem efetivamente uma biblioteca ou um centro de documentação?
Se a educação for realmente o mecanismo revolucionário de nossa cidade, de nosso estado e de nosso país, que muitos sonhadores acreditam ser, precisamos demonstrar que o ato de ensinar deve ser incorporado pelo desejo da transformação por meio de um projeto que definitivamente demonstre como se constrói a sociedade. Afinal a educação não tem futuro, ela é o futuro.

RESENHA: como fazer?
by Reciclagem de Artigos in

RESENHA: como fazer?
Resenha Crítica é a apresentação do conteúdo de uma obra, acompanhada de uma avaliação crítica.

Expõe-se claramente e com certos detalhes o conteúdo da obra para posteriormente desenvolver uma apreciação crítica do conteúdo.

A resenha crítica consiste na leitura, resumo e comentário crítico de um livro ou texto.

Para a elaboração do comentário crítico, utilizam-se opiniões de diversos autores da comunidade científica em relação as idéias defendidas pelo autor e se estabelece todo tipo de comparação com os enfoques, métodos de investigação e formas de exposição de outros autores.

Resenha crítica é uma descrição minuciosa que compreende certo número de fatos: é a apresentação do conteúdo de uma obra. Consiste na leitura, resumo, na crítica e na formulação de um conceito de valor do livro feitos pelo resenhista.

A finalidade de uma resenha é informar o leitor, de maneira objetiva e cortês, sobre o assunto tratado no livro ou artigo, evidenciando a contribuição do autor: novas abordagens, novos conhecimentos, novas teorias.

A resenha visa, portanto, a apresentar uma síntese das idéias fundamentais da obra.

O resenhista deve resumir o assunto e apontar as falhas e os erros de informação encontrados, sem entrar em muitos pormenores e, ao mesmo tempo, tecer elogios aos méritos da obra, desde que sinceros e ponderados.

Lakatos e Marconi (1996, p. 90) afirmam que: resenha é uma descrição minuciosa que compreende certo número de fatos. Resenha crítica é a apresentação do conteúdo de uma obra. Consiste na leitura, no resumo, na crítica e na formulação de um conceito de valor do texto feito pelo resenhista.


Tipos de Resenha
Até agora eu falei sobre as resenhas de uma forma geral e livre e esses dados são suficientes para você já esboçar alguns parágrafos.
Contudo, as resenhas apresentam algumas divisões que vale destacar. A mais conhecida delas é a resenha acadêmica, que apresenta moldes bastante rígidos, responsáveis pela padronização dos textos científicos.

Ela, por sua vez, também se subdivide em resenha crítica, resenha descritiva e resenha temática.
Na resenha acadêmica crítica, os oito passos a seguir formam um guia ideal para uma produção completa:

Identifique a obra: coloque os dados bibliográficos essenciais do livro ou artigo que você vai resenhar;

Apresente da obra: situe o leitor descrevendo em poucas linhas todo o conteúdo do texto a ser resenhado;
Descreva a estrutura: fale sobre a divisão em capítulos, em seções, sobre o foco narrativo ou até, de forma sutil, o número de páginas do texto completo;
Descreva o conteúdo: Aqui sim, utilize de 3 a 5 parágrafos para resumir claramente o texto resenhado;
Analise de forma crítica: Nessa parte, e apenas nessa parte, você vai dar sua opinião. Argumente baseando-se em teorias de outros autores, fazendo comparações ou até mesmo utilizando-se de explicações que foram dadas em aula. É difícil encontrarmos resenhas que utilizam mais de 3 parágrafos para isso, porém não há um limite estabelecido. Dê asas ao seu senso crítico.
Na resenha acadêmica descritiva, os passos são exatamente os mesmos, excluindo-se o passo de número 5.

Como o próprio nome já diz, a resenha descritiva apenas descreve, não expõe a opinião o resenhista. Finalmente, na resenha temática, você fala de vários textos que tenham um assunto (tema) em comum. Os passos são um pouco mais simples:Apresente o tema: Diga ao leitor qual é o assunto principal dos textos que serão tratados e o motivo por você ter escolhido esse assunto;Resuma os textos: Utilize um parágrafo para cada texto, diga logo no início quem é o autor e explique o que ele diz sobre aquele assunto;
Conclua: Você acabou de explicar cada um dos textos, agora é sua vez de opinar e tentar chegar a uma conclusão sobre o tema tratado;
Mostre as fontes: Coloque as referências Bibliográficas de cada um dos textos que você usou;
Assine e identifique-se: Coloque seu nome e uma breve descrição do tipo “Nome completo, graduação e Pós graduando
Conclusão
Fazer uma resenha parece muito fácil à primeira vista, mas devemos tomar muito cuidado, pois dependendo do lugar, resenhistas podem fazer um livro mofar nas prateleiras ou transformar um filme em um verdadeiro fracasso. As resenhas são ainda, além de um ótimo guia para os apreciadores da arte em geral, uma ferramenta essencial para acadêmicos que precisam selecionar quantidades enormes de conteúdo em um tempo relativamente pequeno.
Agora é questão de colocar a mão na massa e começar a produzir suas próprias resenhas!

by Reciclagem de Artigos in

CARTA 2070

Eu sou o seu Planeta, o seu paraíso, presente de Deus, que lhes oferece tudo o que é necessário. Preciso da sua ajuda e peço que cuidem bem de mim plantando, reciclando, despoluindo, para que possamos viver em harmonia novamente, para que muitos animais e plantas continuem vivendo e para que as condições de vida humana melhorem, antes que seja tarde demais.
Ano 2070. Acabo de completar 50 anos, mas a minha aparência é de alguém de 85.
Tenho sérios problemas renais porque bebo pouca água. Creio que me resta pouco tempo. Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade.
Recordo quando tinha 5 anos. Havia muitas árvores nos parques. As casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro por aproximadamente uma hora. Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele.

Antes, todas as mulheres mostravam as suas formosas cabeleiras. Agora, raspamos a cabeça para mantê-la limpa sem água. Antes, meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira. Hoje os meninos não acreditam que utilizávamos a água dessa forma.
Recordo que havia muitos anúncios que diziam para CUIDAR DA ÁGUA, só que ninguém lhes dava atenção. Pensávamos que a água jamais poderia terminar. Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aqüíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados.

Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados.
As infecções gastrointestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte. A indústria está paralisada e o desemprego é dramático.
As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam os empregados com água potável em vez de salário.
Os assaltos por um bujão de água são comuns nas ruas desertas. A comida é 80% sintética. Antes, a quantidade de água indicada como ideal para se beber era oito copos por dia, por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo.

A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo. Tivemos que voltar a usar as fossas sépticas como no século passado porque a rede de esgoto não funciona mais por falta de água. A aparência da população é horrorosa: corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não têm a capa de ozônio que os filtrava na atmosfera.
Com o ressecamento da pele, uma jovem de 20 anos parece ter 40. Os cientistas investigam, mas não há solução possível.
Não se pode fabricar água, o oxigênio também está degradado por falta de árvores, o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações. Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos. Como conseqüência, há muitas crianças com insuficiências, mutações e deformações. O governo até nos cobra pelo ar que respiramos: 137 m3 por dia por habitante adulto.
Quem não pode pagar é retirado das "zonas ventiladas", que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar. Não são de boa qualidade, mas se pode respirar. A idade média é de 35 anos.

Em alguns países restam manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exército. A água tornou-se um tesouro muito cobiçado, mais do que o ouro ou os diamantes. Aqui não há árvores porque quase nunca chove. E quando chega a ocorrer uma precipitação, é de chuva ácida.
As estações do ano foram severamente transformadas pelas provas atômicas e pela poluição das indústrias do século XX. Advertiam que era preciso cuidar do meio ambiente, mas ninguém fez caso. Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem, descrevo o quão bonito eram os bosques. Lhe falo da chuva e das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse. O quanto nós éramos saudáveis!

Ela pergunta-me: Papai! Por que a água acabou? Então, sinto um nó na garganta
Não posso deixar de me sentir culpado porque pertenço à geração que acabou de destruir o meio ambiente, sem prestar atenção a tantos avisos.
Agora, nossos filhos pagam um alto preço Sinceramente, creio que a vida na terra já não será possível dentro de muito pouco tempo porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.
Como gostaria de voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreenda isto...
...enquanto ainda é possívelfazer algo para salvar o nosso planeta Terra!

ESSA CARTA NO LEVA A UMA GRANDE REFLEXÃO, É UM CHOQUE PARA A REALIDADE EM QUE NOS ENCONTRAMOS UMA GRANDE OPORTUNIDADE PARA MUDARMOS NOSSAS ATITUDES, DEPENDE DE CADA UM DE NÓS MUDARMOS O CURSO DA HISTORIA DESSE PLANETA... SE COMEÇARMOS A FAZER ALGO DESDE JÁ CONSUMIR COM CONSCEINCIA, RESPONSABILIDADE...
Nos dois últimos séculos o homem destruiu o meio natural, confiante na idéia de que a natureza é infinita pensava que os danos seriam corrigidos. Hoje sabemos que muitos dos graves danos causados a biosfera não se corrigem por si. E ai esta a ameaça a sobrevivência humana. Ainda prevalece muito discurso e pouca ação.
O homem se coloca no centro do universo como se estivesse acima da natureza que pode usar e abusar dos recursos naturais. Ele é parte integrante da biosfera e sofrerá as conseqüências das profundas mudanças que estão ocorrendo. Comprometendo o seu padrão de vida e o futuro das novas gerações.
Um chefe “indígena do século passado Seatle dizia:” a terra não pertence ao homem; o homem pertence a terra.isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. O que acontece com a terra recairá sobre os filhos da terra; o homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios, tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo. O que ocorre com os animais em breve acontecerá com o homem. Há uma ligação em tudo. O homem da sociedade moderna e industrial não percebeu que faz parte da natureza e que com ela deve manter uma intima interligação, pois jamais poderá destrui-la sem totalmente se destruir.
Diante de tudo isso é fácil perceber que a sobrevivência da humanidade depende de uma nova atitude do homem em relação à natureza. Somente uma mudança de mentalidade e na maneira de agir poderá evitar profundas alterações na biosfera que irá comprometer certamente o futuro das novas gerações. É preciso que se encarem os elementos da natureza como aliados e não como inimigos, ou meros recursos a serem explorados. Este é o desafio para os próximos anos ajudar com o nosso exemplo e como novas formas de pensar a natureza.


CARTA AO INQUILINO

Senhor morador, Gostaria de informar que o contrato de aluguel que acordamos há bilhões de anos atrás está vencendo Precisamos renová-lo, porém temos que acertar alguns pontos fundamentais:
1- Você precisa pagar a conta de energia. Está muito alta! Como você gasta tanto?
2 - Antes eu fornecia água em abundância; hoje não disponho mais desta quantidade.
Precisamos renegociar o uso.
3 – Por que algumas casas comem o suficiente e outros estão morrendo de fome se o quintal é tão grande? Se cuidar da terra vai ter alimento para todos!
4 - Você cortou as árvores que dão sombra, ar e equilíbrio. O sol está quente e o calor aumentou. Você precisa replantar novamente!
5 – Todos os bichos e as plantas do imenso jardim devem ser cuidados e preservados.
Procurei alguns animais e não encontrei. Sei que quando aluguei a casa eles existiam...
6 - Não vi os peixes que moram nos rios e lagos. Você pescou todos? Onde estão?
7 - Precisa verificar que cores estranhas estão no céu! Não vejo o azul!
8 - Por falar em lixo, que sujeira! Encontrei objetos estranhos pelo caminho...isopor, pneus, plásticos...
Bom... É hora de conversarmos.
Preciso saber se você ainda quer morar aqui. Caso afirmativo, o que você pode fazer para cumprir o contrato? Gostaria de ter você sempre comigo, mas tudo tem um limite.

Você pode mudar? Aguardo respostas e atitudes... Assinado Sua casa, A Terra.

OBJETIVOS DA EDUCAÇÃOAMBIENTAL

Para falar em Educação Ambiental, necessariamente devemos falar de: atitudes, de cultura, de qualidade de vida, de respeito, de ética, de cidadania, de sociedade, de natureza, de recursos naturais, de água, de energia, de ar, de terra...
Freire
Se a educação quer cumprir o seu papel como fomento crítico, formador/ despertador da consciência, politizador, terá de reinserir em sua história em sua cidade, em seu meio, o educador como sujeito capaz de interagir com um ambiente, já que este está diretamente interligado à vida do educando. Trata-se de uma inserção sócio-ambiental que dá sentido maior à vida humana, porque age para construir uma sociedade melhor, justa e com qualidade de vida.
só a "ecosofia", uma articulação entre o que considerou "os três registros ecológicos" - meio ambiente físico, relações sociais e subjetividade humana -, é que pode dar conta das questões ambientais (Guattari)
“a educação ambiental pode ter um caráter multidisciplinar, isto é, estar integrada a todas as matérias presentes no currículo escolar. Além disso, pode ser ensinada em todos níveis escolares atingindo, assim, desde o jardim de infância, até o último ano de escolaridade”.

No plano Nacional, temos a Lei 6938/81 que dispõe sobre os fins, mecanismos de formulação e aplicação da Política Nacional de Meio Ambiente. Em seu décimo princípio estabelece que:

"Educação ambiental a todos os níveis de ensino, inclusive a educação da comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do meio ambiente."
Por outro lado a Constituição de 1988 em seu artigo 225, parágrafo primeiro diz que:

"Promover a Educação Ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente”.

O LIXO
by Reciclagem de Artigos in

O lixo
Um dos grandes problemas ambientais da atualidade é o destino a ser dado ao lixo. O lixo é gerado por toda a sociedade, por isso deve ser uma questão e responsabilidade de todos e não somente de alguns indivíduos. É direito de todo cidadão ter um ambiente sadio e é um dever de todos preservá-lo. O lixo é todo o resíduo sólido resultante das atividades do ser humano. Segundo pesquisas, no Brasil, o lixo na sua grande maioria é composto por restos de alimentos, por serem mal embalados e manuseados inadequadamente.
Atualmente, grande parte das cidades brasileiras joga o lixo na natureza sem o devido tratamento, causando poluição, mau cheiro, contaminação do solo e das águas e um grande aumento de insetos causadores de sérias doenças.
É comum em várias cidades brasileiras, encontrar catadores de lixo, que além de contribuir para a renda familiar, estão ajudando a limpar e embelezar o meio ambiente e contribuir para diminuir o impacto negativo dos mesmos sobre a natureza.

Agora é hora de cada um fazer a sua parte para salvar o Planeta e poder dizer que está deixando algo de bom para as gerações futuras.
Uma questão primordial também é a educação ambiental que sensibilize a população na mudança de hábitos diários quanto ao uso racional da água potável, usar menos produtos com embalagens plásticas. Promover o uso de produtos biodegradáveis. Separar o lixo para ser enviado as recicladoras. Começar a ter atitudes de respeito e de compromisso com a mão terra em nossas casas, no ambiente que vivemos.
A solidariedade entre as pessoas e a mudança de comportamento, são alternativas que poderão ajudar a conservar a biodiversidade do Planeta.
Cada indivíduo precisa estar ciente que a vida e a sua manutenção depende de suas ações. Todos somos responsáveis pela vida do Planeta e todas as vidas dependem de boas atitudes. O conforto ambiental vale para o coletivo, enquanto que o conforto material é individual.

MEMORIAL/REFLEXÃO
by Reciclagem de Artigos in

MEMORIAL/REFLEXÃO

Elaborar um memorial não é tarefa fácil trata-se de uma auto-avaliação de resultados, da relevância das aulas, sobre a aprendizagem e das relações estabelecidas. Por conta disso foram levadas em consideração as condições, situações, dificuldades e reflexões que envolveram o desenvolvimento do meu trabalho aqui exposto. Este memorial foi elaborado com base na construção do meu aprendizado sobre o que analisei e aprendi das aulas, da importância de se praticar, vivenciar e refletir sobre a educação ambiental.
Em um primeiro momento de aula pensei no objetivo da disciplina e confesso que senti dificuldade de assimilar o meu papel naquele contexto, as questões foram surgindo às reflexões aumentando e eu silenciosamente repensando as minhas ações e participação naquela temática tão presente e ao mesmo tempo tão distante da nossa pratica diária. Notoriamente, os assuntos abordados transformaram em um novo pensar, numa forma de como nós professores temos muito poucas informações sobre nossa região, com relação à preservação, confesso que me deixou preocupada, pois têm tantos que freqüentam a escola e tem pouca consciência do meio ambiente, quanto àqueles que não freqüentam as escolas, temos que aprender mais e mais. Reconheço que ainda há pouca consciência e construção de uma responsabilidade pelas relações com a natureza. “Desse modo não se efetiva na prática, devido à carência de pessoal qualificado, sendo que a prática é a base para buscar a fundamentação teórica, na construção do conhecimento.” o processo se dá de forma desarticulada dos problemas ambientais vivenciados pelo aluno, porque não possibilita a aplicação dos conhecimentos à realidade local, para que o aluno se sinta potente, com uma contribuição a dar, por pequena que seja, para que possa exercer sua cidadania desde cedo. Entretanto este caminho precisa de reflexões profundas sobre os conflitos que envolvem o ser humano. Sendo a necessidade da Educação Ambiental também descrita por Müller (1999), como modo de promover uma consciência capaz de gerar atitudes que alterem os comportamentos atualmente geradores de problemas ambientais.
Nota-se também, que possivelmente a falta de contato ou da prática cotidiana da educação ambiental pode levar o aluno ao esquecimento e, conseqüentemente, a uma estagnação de hábitos e comportamentos não adequados numa visão ambientalmente sustentável. Por isso se faz necessário incorporar em seus hábitos, comportamentos que venham, no mínimo, minimizar os impactos causados ao meio ambiente. Sendo que também, como professores, podemos disseminar uma nova perspectiva de vida em sociedade de uma maneira sustentável, que só poderão ser alcançados com a revisão dos valores humanos, das atitudes éticas e dos comportamentos concretos, tanto dos homens entre si, como destes, com a natureza.
Sinceramente foi um despertar, para um olhar mais significativo para o que realmente esta acontecendo com nosso planeta, um acordar para a gravidade do problema em que estamos enfrentando, e vivenciando de braços cruzados. Precisamos acordar contribuir, pensar coletivamente, ficar atento e mudar, além de prejudicar a nós mesmos estamos prejudicando as próximas gerações.
A visão de ambiente naturalizado esta presente nas práticas e nas visões de muitos profissionais da educação que trabalhavam nessa questão, mas distante da nossa realidade.
As perguntas reflexivas provindas do professor tiveram como objetivos fomentar a reflexão coletiva quanto a um novo pensar da ação e da prática pedagógica na perspectiva da Educação Ambiental a vida.
A realização das aulas, estudos de textos estimulou debates sobre concepções da relação homem/ambiente promovendo nova prática pedagógica sensibilizadora. Os diálogos reflexivos sobre o pensamento do grupo frente às dinâmicas realizadas em sala de aula.
Proporcionou conhecimentos e níveis da consciência que estimulados instigam a sensibilidade e a imaginação, possibilitando olhar, avaliar e refletir sua realidade como sujeito inserido dentro de um determinado contexto, que deverá ser refletido no âmbito social e possibilitar o despertar de um novo comprometimento dos professores com a realidade social em que estão incluídos.
As técnicas utilizadas durante as aulas foram relevantes para o processo de sensibilização, provocou tempestades mentais, estimulou o imaginário, frente ás imagens apresentadas nos slides, nos textos, a transformação do ambiente de estudo: a alteração na disposição da sala de aula que foi utilizada para estimular à sensibilidade a percepção visual do ambiente as relações entre o reconhecimento do semi-árido de pertencimento de sua região. Percebeu-se que as dinâmicas despertaram nos membros do grupo uma compreensão de ambiente, de conscientização de que a sala de aula também é um ambiente a ser trabalhado na prática da educação ambiental.
A sensibilização através de leitura e debate do texto da carta para 2070 que me causou um grande choque ate então nunca tinha parado pra pensar de verdade, de senti nessa possibilidade degradante e me perguntei estou fazendo a minha parte? Como ser humano? Como educadora? E isso criou vínculos de interesse para o desenvolvimento das atividades praticas.
Nos dois últimos séculos o homem destruiu o meio natural, confiante na idéia de que a natureza é infinita pensava que os danos seriam corrigidos. Hoje sabemos que muitos dos graves danos causados a biosfera não se corrigem por si. E ai esta a ameaça a sobrevivência humana. Ainda prevalece muito discurso e pouca ação.
O homem se coloca no centro do universo como se estivesse acima da natureza que pode usar e abusar dos recursos naturais. Ele é parte integrante da biosfera e sofrerá as conseqüências das profundas mudanças que estão ocorrendo. Comprometendo o seu padrão de vida e o futuro das novas gerações.
Um chefe “indígena do século passado Seatle dizia:” a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra.isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. O que acontece com a terra recairá sobre os filhos da terra; o homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios, tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo. O que ocorre com os animais em breve acontecerá com o homem. Há uma ligação em tudo. O homem da sociedade moderna e industrial não percebeu que faz parte da natureza e que com ela deve manter uma intima interligação, pois jamais poderá destrui-la sem totalmente se destruir.
Diante de tudo isso é fácil perceber que a sobrevivência da humanidade depende de uma nova atitude do homem em relação à natureza. Somente uma mudança de mentalidade e na maneira de agir poderá evitar profundas alterações na biosfera que irá comprometer certamente o futuro das novas gerações. É preciso que se encarem os elementos da natureza como aliados e não como inimigos, ou meros recursos a serem explorados. Este é o desafio para os próximos anos ajudar com o nosso exemplo e como novas formas de pensar a natureza.
O trabalho do professor Marcelo como mediador entre a educação ambiental e os professores facilitou o conhecimento e propiciou momentos agradáveis de integração, refletindo sempre sobre o que via, ouvia, e, sobretudo sobre o que ensinava. Bastante criativo, e comprometido com a construção de uma sociedade sustentável e consciente em todas as dimensões: social, política, ética, econômica e ecológica, a fim de garantir o futuro do presente e das novas gerações.
Confesso que foi a partir desse estudo que despertei meu interesse pela preservação ambiental. Pelas propostas de ação como um possível caminho, por meio de vivências, consciência e com isso possibilitar um novo pensar, agir e sentir. Por fim é preciso respeitar as diferenças, saber e aprender lidar com os conflitos e as contradições e, a caminharem juntos para a conscientização sobre o meio ambiente e a melhora da qualidade de vida do planeta.


Resenha

MULLER, Jackson Educação Ambiental Diretrizes para a Prática Pedagógica edição FAMURS-Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul. 146p.

O Autor Jackson Muller é biólogo e professor da UNISINOS e FEEVALE; Diretor de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo/RS; Vice-Presidente da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente-ANAMMA/Região Sul, fundador do conselho de Dirigentes Municipais do Meio Ambiente – CONDIMMA/RS, Coordenador da I conferencia Estadual de Meio Ambiente. Colaborador Técnico da FAMURS, palestrante de todos os cursos de capacitação de gestores municipais de Meio Ambiente, é gente que escreve o que faz. Sua atuação como gestor municipal é referencia nacional como exemplo de experiência bem sucedida na área de Meio Ambiente.
A obra esta dividida em oito capítulos O livro propõe orientar e motivas as pessoas em especial aos educadores para que se comprometam num processo de conscientização e ação na preservação do meio ambiente.
O autor considera a necessidade de uma preparação e adequação rápida e flexível de planos e programas, de acordo com as circunstâncias dinâmicas do ambiente, citando os aspectos legais da educação ambiental com um breve histórico sobre as constituições brasileiras, e legislação.
Traz a seleção de conteúdos nas diferentes áreas do conhecimento com temas que podem ser aprofundados no enfoque ambiental desde a educação infantil e toda pratica pedagógica escolar. A compreensão dessas relações se dá na articulação de conteúdos significativos, válidos, interessantes e que possam ser construídos a partir de uma realidade sócio-economica-cultural.
Apresenta meio ambiente nos PCN, incorporando uma tendência transdisciplinar para a Educação ambiental como uma axiomática comum a um conjunto de disciplinas, que operam em vários níveis hierárquicos de colaboração e cooperação.
Com certeza contribuirá nas tarefas pedagógicas dos que acreditam na educação ambiental como meio de melhorar as relações com a natureza. Os temas dizem respeito à relação entre o homem e a natureza e seu estudo facilita a integração com as outras disciplinas. Alertando o indivíduo para uma visão crítica da realidade e uma atuação consciente no espaço social. A obra possibilita modos, meios, técnicas e recursos didáticos para a pratica de educação ambiental. Ela pode ser considerada como uma excelente base na qual se desenvolvam novas maneiras de viver sem destruir o meio ambiente, ou seja, num novo estilo de vida (MÜLLER, 1999)
A questão da educação ambiental é preocupante, é uma questão de consciência de cada sujeito, tem sido considerada uma necessidade para que a sociedade respeite as complexas relações e interrelações do meio ambiente, prevendo desenvolver atitudes e valores que permitam adotar uma posição para a resolução de problemas ambientais locais. E o caminho é a educação, uma árdua tarefa pedagógica que depende de parcerias que contribuam nesse projeto ambiental. Deve ser uma política de governo para defender preservar e proteger o meio ambiente.
O meio ambiente afeta a todos os seres humanos estão no centro das preocupações para uma vida saudável, produtiva e sustentável em harmonia com a natureza. Tanto é que a Constituição Federal em seu art. 225, caput, definiu que: “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para os presentes e futuras gerações”. Pensar no futuro é pensar em inovações que privilegiem abordagens integradas e que meritizem as questões ambientais que permeiem a qualidade de vida.
É necessário que as situações escolares desenvolvam relações sociais inovadoras que permitam preparar os alunos para o complexo mundo do futuro, bem como inteligência criadora, capacidade de ação, para que tenha condições de definir democraticamente os estilos de desenvolvimento de seus próprios países.
Os capítulos sete e oito indicam diversas técnicas e procedimentos de comunicação e expressão e recursos didáticos para a pratica. Todos os recursos teóricos oferecidos estão bastante claros com novos enfoques para a pratica pedagógica.
É claro que serão necessários estudos continuados a serem articulados nas diferentes realidades.
A estrutura esta coerente com os diversos elementos e temas que interagem na realidade brasileira com muitas diversidades. A obra oferece uma base cientifica e pedagógica para cada um dos temas enfocados com iniciativas inovadoras tendo como base também a mudança de atitude do professor em relação ao aluno e ao meio ambiente e do aluno com seu aprendizado e da comunidade escolar como um todo.
Parece-nos propícia a reflexão sobre o que disse certa feita Albert Einstein: “o mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas, sim, por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer”.
A apresentação da educação ambiental na obra revela preocupação nos currículos escolares, como forma de modificar atitudes e comportamentos da sociedade como um todo. As questões ambientais são multidisciplinares e transdisciplinares, mas devem ser enfocadas de forma a permitir a integração da pratica docente ao contexto ambiental.
Expandindo, explorando a realidade dos alunos e dos professores na sua região.
Estamos agindo como se fôssemos a última geração e a única espécie que tem direito à vida. Nossa ética, que não abarca os demais seres, não inclui sequer nossos filhos. A humanidade se aproxima da encruzilhada fatal. O que precisamos agora é frear, não brutalmente, mas suave e decididamente.
Alem do amor a natureza e do conhecimento de seus mecanismos, é preciso aprender a consolidar nossos ideais com relação aos destinos da sociedade em que vivemos e do planeta em que habitamos. Faz-se necessário a criação de mecanismos de divulgação da educação ambiental entre a população democratizando seus princípios e ideais. No entanto deve-se estar atento para que a EA não seja confundida com os modismos dos ditos movimentos ecológicos, o que pode ocasionar um enfraquecimento de seus reais propósitos.
A questão ambiental está distribuída de muitas formas na sociedade e segundo Paulo Freire, a crítica da sala de aula precisa torna-se a critica da sociedade e do meio ambiente.
A obra deve-se ainda contribuir para proporcionar uma melhor qualidade de vida às pessoas de nosso meio, através de pequenas ações ambientais desenvolvidas nas escolas. As alternativas estão na própria escola, pois se entende que a escola é um espaço de construção coletiva, físico e mental, podendo então transformar a realidade através da proposta educativa, para que o futuro seja digno para todas as espécies que vivem em nosso planeta.
O professor é um agente de aprendizagem e só através de seus atos e ações promoverá no aluno o despertar consciente da proteção ambiental, tornando-se um integrante do processo.

A FUNÇÃO DO PEDAGOGO FRENTE À CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO
by Reciclagem de Artigos in

A FUNÇÃO DO PEDAGOGO FRENTE À CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO
PEDAGÓGICO

RESUMO: A escola também tem sua crítica ao falar de transparência em seus objetivos ou na ausência de seus resultados, urge, então, a necessidade de um planejamento participativo que contemple a gestão democrática, presente em uma educação fundada em princípios da liberdade e pluralismo de idéias, um planejamento que norteie as ações da escola a partir de uma construção vinda de toda a comunidade escolar. Diante de tamanha tarefa o pedagogo deve ser o grande articulador das oportunidades e criação de espaços para que esta construção se efetive. È inerente ao papel do pedagogo orientar e conduzir a comunidade escolar ao processo de construção do projeto pedagógico. O conceito de educação é tratado, nesta pesquisa, como uma das oportunidades de emancipação do homem no e para o social, na concepção de Paulo Freire, visando qual sujeito e sociedade a escola projeto objetiva construir a partir de suas práticas. Buscou-se conceituar Projeto Político-Pedagógico, enquanto planejamento pensado e intencional de uma determinada comunidade, com suas necessidades e culturas específicas enfocando de que forma sua construção coletiva pode ser efetivada, através do pedagogo, tendo o formato como um estudo de caso.

INTRODUÇÃO:
A construção, no e pelo coletivo, das ações a serem desenvolvidas pela comunidade escolar denomina-se projeto político-pedagógico. Ele é a manifestação da vontade do coletivo escolar, exposta de forma organizada e acima de tudo construída a partir dos anseios, necessidades e expectativas futuras dos agentes envolvidos no processo.
A construção do Projeto Político Pedagógico – PPP embora tenha sua fundamentação legal na Lei de Diretrizes e Bases LDB, Lei 9394/96 constituiu-se, por um longo período em um trabalho complexo, obscuro, burocrático, enfadonho e desnecessário. Mas com as conquistas sobre escola e gestão democrática e as discussões avançaram muito nesta última década, que apesar de toda sua tradição autoritária, a escola, tem se constituído em um espaço de reflexão e construção da democracia. Ao se discutir gestão democrática o projeto construído coletivamente não pode mais ser ignorado pela comunidade escolar.
Ao pensarmos a educação como uma prática social, a pedagogia como a ciência da educação que organiza essas práticas e a figura do pedagogo como facilitador ao acesso dessas culturas; é preciso ter um norte construído coletivamente para a eficiência e eficácia das ações no espaço escolar e neste campo que a atuação do pedagogo torna-se essencial, pois serão estas as ações futuras que deverão garantir a pratica educativa. Então o trabalho busca apontar fundamentação teórica sobre o papel do pedagogo na construção do projeto pedagógico, bem como aprofundar conceitos sobre educação, função do pedagogo e projeto pedagógico
OBJETIVOS:
Apontar fundamentações teóricas sobre o papel do pedagogo na construção do
Projeto Político Pedagógico; Aprofundar conceitos sobre o Projeto político pedagógico;
Demonstrar um relato de experiência, na efetivação do Projeto Político Pedagógico, como uma das garantias da gestão democrática.

EDUCAÇÃO, PEDAGOGOS E PEDAGOGIA: QUESTÕES CONCEITUAIS
O espaço escolar sempre se constituiu como o espaço privilegiado, por excelência do acesso ao conhecimento. A escola sempre foi vista como o lugar do saber. Mudanças de concepções e entendimentos levaram os teóricos a pensar na educação como o processo de formação que podem ocorrer em todos os lugares, conforme LDB 9394/96. Isso, no entanto, não fez com que a escola fosse diminuída em sua função, ao contrário, ela se consolida exatamente em sua função maior que é fazer com que o homem adquira, domine e modifique criticamente seus saberes.
Neste contexto é necessário saber quais saberes são elencados e por que são escolhidos, ou seja, qual educação que temos e qual queremos. É necessária uma educação emancipadora, visando à formação integral do homem. Gadotti (2000) fala que “o aluno não é um aprendiz desta ou daquela disciplina, mas um sujeito em sua totalidade.”
A escola deve então se organizar para trabalhar suas culturas, ela necessita de espaços para reflexão sobre seus currículos, didáticas, práticas tendo como princípio norteador que educação se pensa. E para que isso tenha fundamentação teórica é necessário optar por uma pedagogia, que a nosso ver é a pedagogia progressista que dá conta de explicar melhor as práticas que objetivam uma formação do homem como sujeito de seu processo.
A educação como prática mediadora, no fazer do homem, na sociedade deve ter como ponto de referência o compromisso de transformar a sociedade.
Conceitos como democracia, trabalho, sociedade livre devem, também, ser pensados dentro de um contexto humano, pois toda cidadania busca a humanização do homem. Perigoso se torna falar de trabalho sem entender os contextos de capital, de produção de lucro e de neoliberalismos que estão inseridos nas propostas educacionais.
É preciso buscar uma educação a serviço da verdadeira cidadania, com mecanismos transformadores dessa realidade de desigualdade, construindo condições sociais mais igualitárias. Assim se acredita na educação numa perspectiva emancipadora, um instrumental de formação política e reflexão diante dos problemas sociais. O papel do pedagogo surge paralelo à valorização do profissional da educação e dentro dos princípios de uma gestão democrática. Por isso se busca o profissional que tenha como referências a ética profissional e atitude investigativa, pois vários problemas surgirão e estes deverão ser respondidos com uma base teórica, eis a importância da formação continuada e o pensamento de uma escola enquanto ambiente de conhecimento e investigação.
Em sua prática pedagógica o pedagogo deve considerar à questão cultural que compõe o universo a ser trabalhado, pois poderá assim dar ênfase na dimensão social e humana que o universo escolar está contextualizado, organizando melhor a escola enquanto ambiente educativo.
Ao pensar a prática política, o ato de educar é um ato político, conforme Paulo Freire, o pedagogo precisa articular o entorno externo, trazendo-o ao interno com seus aspectos econômicos, políticos e culturais. É o processo do envolvimento político da efetiva participação, da família-escola, escola-comunidade, educadores e cidadania. O pedagogo ao ter a dimensão da organização de seu trabalho no cotidiano da escola deve considerar a descentralização do poder, numa gestão escolar mais horizontal, participativa e democrática, estabelecendo parcerias e trabalho cooperativo e isso irá ao encontro do tema desta pesquisa, ou seja, a construção do projeto político-pedagógico.
As críticas e reclamações mais freqüentes por parte do corpo docente é entender o papel do pedagogo na escola: na maioria das vezes ele aparece e atua como um inspetor de aluno, resolvendo em seu cotidiano assuntos disciplinares como verdadeiros “ativistas”. Os pedagogos ao longo de sua pouca história, como profissionais passam por esta crise de clareamento de suas verdadeiras funções e se percebe no cotidiano que ele é sempre um auxiliar do professor, nas questões disciplinares.
É preciso buscar definir as funções do pedagogo, que passa a ter a denominação de equipe de ensino e não mais supervisão escolar e ou orientação com funções especificadas.
Com isso avançar no ambiente escolar, como os sujeitos da equipe pedagógica que buscam nortear, dentro dos princípios da gestão democrática a função específica da escola que é o seu compromisso com a educação, construída e almejada no planejamento, denominado Projeto Político Pedagógico e deixam de exercer a função de um carrasco, frente ao professor.
O que se percebe é que das funções atribuídas ao pedagogo todas elas devem estar previstas no Projeto Político pedagógico da escola, traduzindo então que o pedagogo deve realmente estar articulando esta construção.

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO
Na busca de uma escola democrática, participativa por conseqüência, o MEC estabelece em seu Manual de Planejamento Estratégico Escolar que a escola deve ser autônoma e com maior participação possível da comunidade em seus processos decisórios. Surge então o espaço para que a escola construa sua proposta pedagógica, através dos artigos 12 e 13 da LDB, desde que respeitadas as diretrizes curriculares nacionais. Com isso abre caminho para que os profissionais e interessados envolvidos pense com maior responsabilidade que sociedade queremos, através da educação que iremos trabalhar. Moacir Gadotti (2000) afirma que a educação vivendo seus duplos dilemas: não dá conta de universalizar a educação básica de qualidade e de outro lado às novas matrizes teóricas não dão conta, também, de indicar caminhos seguros às transformações necessárias que garantam uma sociedade democrática.
A proposta construída coletivamente se convencionou de Projeto Político-
Pedagógico, conhecido como PPP, que autores como Celso dos Santos Vasconcellos (1989) define como sendo o plano global da instituição.
Os sujeitos devem se envolver em suas utopias, seus anseios, vontades, traduzindo isso em um documento escrito para posteriormente ser executado, por isso o nome projeto. Na dinâmica de uma gestão democrática as vontades discutidas e decididas coletivamente, quando se transformam em ações e mudanças, tornam o ambiente transformador da realidade em espaço rico de realizações humanas.
Enquanto as teorias sempre marcaram os cursos de educação é preciso neste momento saber que o ato de planejar exige mais do que boas idéias, por isso se faz necessário planejar o planejamento. Se o PPP representa um documento norteador dos anseios da escola, da utopia a ser vivida, necessário é saber como planejá-lo. Pois se sabemos o que queremos devemos saber como chegar ao que queremos.
Os agentes envolvidos no espaço escolar devem além de sua prática ser intelectuais que dão conta de transformar a realidade, explicando-a cientificamente. É uma práxis teorizada, fundamentada.
Diante da dificuldade em estabelecer linhas na elaboração do PPP, surge etapas ou processo de construção deste documento.
A primeira foi designada como marco situacional que objetiva caracterizar e compreender o contexto social onde a proposta de educação irá atuar, é nesta etapa que se pensa que a proposta é elaborada para uma sociedade de onde está e onde se quer chegar.
Já a segunda etapa denominada marco conceitual se define em fase da realidade diagnosticada no marco situacional, quais concepções de educação, de gestão, de currículo, de ensino, de aprendizagem e avaliação se fazem necessários. Neste momento também se pensa qual a concepção de homem livre, de sociedade democrática e por conseqüência igualitária, o que se compreende por princípio da ética e da cidadania. Os marcos conceituais e situacionais são contemplados com as mudanças efetivas, as ações que ocorrem no Projeto Político Pedagógico – PPP, esse planejamento objetivo das estratégias a serem desenvolvidas e o que se denomina de Marco Operacional.
O marco operacional é a busca da objetivação do planejamento, as grandes linhas de ação, as diretrizes a serem seguidas, levando em consideração os desafios identificados na etapa diagnóstica.
A maior marca de um processo democrático é a participação de todos, que de alguma forma estão neste contexto e dele fazem parte. Os indivíduos deixam de serem singulares e passam a serem sujeitos ativos do processo, que por conseqüência foi por eles mesmos construídos.
O que os espaços que reúnem pessoas, como a escola, não conseguiram durante toda sua vida, foi sua efetiva organização para uma maior resposta naquilo que lhe é de sua função e essência. Com o avanço em políticas governamentais este espaço, do saber por excelência, começou a ser questionado e sentiu-se a necessidade de seu planejamento. Planejamento este que passa obrigatoriamente por conceitos como gestão democrática, participação efetiva de todos.
A autora Selma Garrido Pimenta fala da complexidade da organização escolar onde requer competências administrativas para poder captar e compreender essa complexidade em benefício da própria escola, por isso a presença de profissionais especializados tais como professores, equipe pedagógica, direção devem contribuir fora e dentro da sala de aula, não pode haver espaços delimitados de atuação, ela, a escola é uma organização coletiva, por isso se deve atuar coletivamente.
A autora ainda alerta que a união do trabalho coletivo gera uma dualidade: de um lado representa a estabilidade do poder, mas também representa formas de resistência à dominação. Mas, fala também da depuração que a equipe vai fazendo em sua construção, objetivando a melhoria constante neste processo de planejar.
O Projeto pedagógico de uma escola não deve apenas ser marcado pelo seu marco operacional, ele se sustenta com sua base filosófica, sua concepção de educação, seus objetivos. Pensar um projeto é muito mais pensar na concepção de educação, na concepção de homem e de sociedade, a participação de todos vem da vontade e da clareza do conceito de democracia


Tem que haver responsabilidade nas ações propostas, pois serão propostas constituídas pelos sujeitos envolvidos e não por uma equipe isolada, são planejadas e nãos impulsivas e imediatistas os projetos poderá ser sobre drogas, cultura afro, semana da paz etc..


.
CONCLUSÃO:
A idéia inicial de construir uma proposta pedagógica coletiva, é de grande resistência pois para esta mudança é necessário, principalmente um aprofundamento teórico por parte de todos, não basta apenas fazer, é preciso saber o porquê do fazer e para quê?
A cultura do planejamento também está ausente de muitas práticas e para essa proposta é preciso muito planejamento, por isso o papel do pedagogo vem tomando dimensões de um profissional que dá conta de articular o trabalho pedagógico no espaço escolar.
A construção do Projeto Político Pedagógico, primeiro apareceu como uma obrigação legal agora passa como uma necessidade real, pois garante a efetiva gestão democrática, que mesmo que não esteja efetivada em sua plenitude, garante gestões absolutistas ou imperialistas. É no projeto que apareceu às vozes dos sujeitos da comunidade. então é ai que a equipe pedagógica tem ao seu favor, a quase garantia de um concurso público, podendo desempenhar suas verdadeiras funções, ou seja, articuladores de espaços em prol da efetivação da aprendizagem, pois deixa de ser a função de pedagogo um cargo de confiança.
As dificuldades ainda são muitas, principalmente na falta de políticas públicas de financiamento que venham suprir às necessidades matérias para que as ações projetadas sejam concretizadas. No entanto, cria-se uma cultura do planejar e do participar, longe de ser a ideal, mas já é um bom começo.

BIBLIOGRAFIA:
DALBEN, Angela Imaculada Loureiro de Freitas. Conselhos de Classe e avaliação:
Perspectivas na gestão pedagógica da Escola. – Campinas, SP: Papirus, 2004.
GADOTTI, M. Escola Cidadã, uma utopia virando realidade. Jornal do Brasil. Seção
Educação e Trabalho, 200.
___________ Perspectivas atuais da educação. São Paulo Perspec., São Paulo, v. 14, n. 2,
2000. Disponible en: 88392000000200002&lng=es&nrm=iso>. Acceso el: 16 Ago 2006. doi: 10.1590/S0102-
88392000000200002.
LIBÂNEO, J. C. Democratização da escola pública: a pedagogia crítico-social dos conteúdos.
São Paulo: Loyola, 1984.
_____. Didática. São Paulo: Cortez, 1991.
PIMENTA, S. G. O pedagogo na escola pública. São Paulo: Loyola, 1988.
_____________ Questões sobre a Organização do Trabalho na Escola Disponível em: <
http://www.crmariocovas.sp.gov.br/pdf/ideias_16_p078-083_c.pdf> Acesso em agosto de
2006 Projeto A vez do Mestre Modulo II Gestão Pedagógica.
____________V Planejamento Educacional. Supervisão escolar
____________ II Tópicos Especial em Educação e Legislação Educacional –
RODRIGUES, N. Por uma nova escola: o transitório e o permanente na educação. São
Paulo: Cortez, 1985.
_____. Da mistificação da escola à escola necessária. São Paulo: Cortez/Autores Associados,
1987.
SAVIANI, D. Educação: do senso comum à consciência filosófica. São Paulo:
Cortez/Autores Associados, 1980.
_______. Escola e democracia. São Paulo: Cortez/Autores Associados, 1986.
_______. Educação, cidadania e transição democrática. In: COUVRE, Maria de Lourdes
(org.). Cidadania que não temos. São Paulo: Brasiliense, 1986.
Secretaria de Estado da educação do Estado do Paraná – Descrição das atividades do
Pedagogo.
VANCONCELLOS, Celso dos Santos. Avaliação da aprendizagem: Práticas de mudança -
por uma Práxis transformadora. 5 ed. São Paulo: Libertad, 2003.
________ Planejamento – Projeto de Ensino - Aprendizagem e Prometo Político-
Pedagógico.10 ed. São Paulo: Libertad, 1989.

OS PAIS NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS
by Reciclagem de Artigos in

Os pais devem saber exatamente como querem educar seus filhos. Devem determinar claramente suas aspirações a respeito. A criança de hoje é um futuro cidadão, um individuo que participará ativamente na vida social. Se o educarmos mal, o prejuízo não será apenas nosso, mas de todo o País. Assim é mister que um novo sistema de educação seja levado á efeito. O homem é o produto da sua educação e a vida social, a cultura, a moral – tudo pode ser transformado quando o elemento humano recebe uma educação adequada.
Existem conexões entre a educação e a política entre a educação e a cultura, entre a educação e a marcha da historia. A sociedade, em constante transição, passa de uma fase a outra. Uma nova sociedade não espera nos bastidores ate que a velha termine as suas reverencias de despedida. Desenvolve-se dentro dela e, quando atinge a maioridade, quebra a casca das leis, das instituições políticas e da cultura, tornadas obsoletas.
Quanto mais nos aprofundamos na Historia, mais nos convencemos da importância da educação. É esta que determina o espírito de todas as épocas. A vida social, política, intelectual e religiosa de um povo, constrói-se sobre a educação e em torno da educação. Sendo elemento fundamental na luta pela existência, é ela que condiciona e desenvolve a consciência dos homens. Mudando os métodos de educação, mudando as relações sociais.
Que valor podem ter os numerosos planos de sociedades ideais, se não se assentam numa exata compreensão das causas que se deseja eliminar? Para que tecer no ar plano de um Estado perfeito, se as condições sociais estão presas a forças educativas? Para que então sonhar com transformações, antes de compreender a natureza dessas forças? O que importa é conhecer o mecanismo íntimo da historia, a fim de poder-se modificar a sociedade de acordo com ele. É esse mecanismo intimo que educadores e governos ignoram ate agora. Os sistemas sociais não são mais do que um reflexo dos seus substratos educativos e por isso, podem ser mudados.
A educação é o alicerce da historia. A uma modificação do alicerce há de seguir-se uma alteração em todo edifício que ele suporta. Qualquer sistema social pode ser estabelecido onde e quando o desejamos. Nenhuma ordem social desaparece jamais antes que se tenha modificado os métodos de educação. Um sistema de sociedade, por mais perfeito que seja, só pode desalojar um sistema defeituoso quando se substituem as condições sob as quais a sociedade recebeu seu plano educacional.
Os princípios, idéias e categorias de uma sociedade, moldam-se pelas relações sociais decorrentes da educação. Os elementos de educação determinam a vida social política e espiritual do homem.
Vivemos numa época que não se ajusta ás verdadeiras necessidades do nosso corpo, da nossa alma, entre a grande multidão que, acima de tudo deseja continuar o regime da preguiça, do comodismo, do amoralismo, da fraqueza. Aos olhos dos outros chega a ser ridículo dizer a verdade, chega a ser ridículo manter-se fidelidade a palavra empenhada, chega a ser ridículo trabalhar honestamente, chega a ser ridículo não pretender uma sinecura, um emprego publico.
Uma grande maioria de professores não se convence de que o sentimento de honra, de moral e de espírito de luta e autoconfiança são mais importantes do que “passar nos exames” e ou nos concursos. E a juventude vive na mesma incompreensão.
Todo individuo que crê na existência do bem e do mal é considerado ou classificado de “ingênuo”. Da mesma maneira, que afirmar que a desordem da família e da escola é sempre um sinal de degenerescência e que a grande maioria das pessoas em nossa época se caracteriza pelo egoísmo, pela irresponsabilidade, pela indolência e comodismo, pela fraqueza do caráter, é classificado de pessimista ou mau cidadão.
Quanto aos que, bastante ousados para pensarem que a juventude deve ser, não desordenada a fraca, mas disciplinada e heróica, esses, como nós, podem ser classificados de utopistas. O certo é que há necessidade absoluta de uma renovação. É esse o propósito que transparece em todas as nossas obras – renovar a mentalidade do homem, através de novos métodos de educação.
E onde encontrar-se energia para transpor-se os obstáculos que impedem essa renovação? Como vencer a aversão ao sofrimento, ás privações, á disciplina? Numa educação com base na vontade forte, na auto-confiança, na coragem.
O homem só vence as dificuldades que se apresentam á sua frente, quando, das profundezas do seu Eu, sobem á tona, as suas energias interiores. E para avançar pelo novo caminho, necessita libertar-se dos erros do passado e das instituições que trazem a marca indelével desses erros, visto estar enfraquecido e deformado pelos hábitos contraídos desde a sua infância. É certo que não possuímos bastante energia para quebrar de uma vez os moldes no qual nos enquadramos. Mas de certo modo somos senhores de algumas das nossas ações.
Assim, pode cada qual, por um esforço voluntario modificar os seus hábitos de pensamento e de vida. Aprender a ser forte, lutador, corajoso, confiante, otimista, não é menos essencial do que comer e dormir, estudar numa escola e trabalhar. Importa, pois antes de qualquer coisa, que nos preocupemos em fazer com que as crianças sejam mais bem preparadas do que nós o fomos.
Esta obra como tudo o que temos escrito ate agora tem como objetivo libertar o homem de sua educação defeituosa, mostrar-lhe como corrigir as deficiências que impedem o seu desenvolvimento, e a sua felicidade finalmente dar-lhe uma certeza: é a de que o homem é sempre mais do que aparenta. Basta libertar-se do medo, da tensão emocional, dos complexos, adquirir o controle das suas emoções. Através desta obra você consegue isto.