Jamais considere seus estudos como uma obrigação, mas como uma oportunidade invejável para aprender a conhecer a influência libertadora da beleza do reino do espírito, para seu próprio prazer pessoal e para proveito da comunidade à qual seu futuro trabalho pertencer. Albert Einstein
NA AULA: Nunca Raras vezes Por vezes Muitas vezes Sempre
Participei oralmente?
Participei indo ao quadro?
Auxiliei os meus colegas?
Empenhei-me no trabalho de grupo?
Fiz perguntas aos meus colegas?
Estive atento?
Registei no caderno toda a informação?
Tive um comportamento que não perturbou os outros?
Fui pontual?
DEPOIS DA AULA: Nunca Raras vezes Por vezes Muitas vezes Sempre
Estudei com os meus colegas?
Fiz perguntas aos meus colegas?
Acrescentei e melhorei o meu caderno?
Utilizei o meu caderno para estudar “matérias” dadas?
Resolvi os exercicios?
Ao estudar não resolvi apenas os trabalhos pedidos?
Resolvi mais exercícios do que é pedido?
Perante um exercício mais difícil procurei resolvê-lo com determinação?
Registei as dúvidas do meu estudo e peço esclarecimentos ao professor?
SEMPRE: Nunca Raras vezes Por vezes Muitas vezes Sempre
Estudei duas ou três vezes por semana?
Estudei só na véspera de um teste de avaliação?
Consultei outros livros para saber mais?
Tenho um espaço meu em casa para estudar, com livros, secretária, com boa iluminação e sem perturbações (TV, rádio, ruídos,...)?
Perante uma contrariedade, ou um mau resultado, dediquei-me ainda mais?
Compreendo a matéria?
Sobre as aulas de ------------------- eu penso que :
Para mim, estudar é _________________________________________________________________________
O que mais gostei de fazer nas aulas _________________________________________________________
O que foi mais difícil apreender______________________________________________________________
Sobre a minha participação nas aulas penso que _________________________________________
Sobre o meu trabalho em grupo penso que __________________________________________________
Sobre o desempenho do professor penso que _________________________________________________
Sobre o meu empenho penso que _____________________________________________________________
Sobre a minha classificação penso que deverá ser _________________________________________
NOME _____________________________________ Nº____ Ano __ / __ Turma Muito Obrigada!
UM ESPAÇO ESPECIAL PARA TROCA DE NOVOS CONHECIMENTOS, NOVAS AMIZADES...
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- Reciclagem de Artigos
- Profissional Inscrita na ABPp Nº 821 Atendimento Psicopedagógico a crianças e adolescentes com: Dificuldades de aprendizagem em geral. Uma Pedagoga e Psicopedagoga que acredita na afetividade e humanização atraves da educação.
Seguidores
A formação contínua do professor.
Dentro do contexto educacional contemporâneo, a formação continuada é saída possível para melhoria da qualidade do ensino, por isso o profissional consciente deve saber que sua formação não termina na universidade. Para os professores, acessar conteúdos num mundo onde a geração e a circulação do conhecimento são intensas implica um contínuo contato com conceitos e a constante possibilidade de reflexão sobre a prática, para que possam construir e utilizar dinâmicas que favoreçam o aprendizado, além de saber identificar dificuldades e promover inserções que ajudem os alunos a superar desafios. Daí a importância de uma boa formação, não só inicial, como também continuada, que pode disponibilizar essas oportunidades aos professores Palavras chave: formação continuada, professor reflexivo. Impossível falar em qualidade de ensino, sem falar da formação do professor, questões que estão intimamente ligadas. A formação teórica e prática do professor poderão contribuir para melhorar a qualidade do ensino, visto que, são transformações sociais é que irão gerar transformações de ensino Freqüentemente o professor é apontado como responsável pela má qualidade do ensino. Porém, ao longo da história da educação, poucas foram as oportunidades dadas aos professores para que se manifestassem sobre suas práticas pedagógicas. O que queremos propor é que o professor deixe de ser um técnico, um mero executor, para tornar-se um investigador, um pesquisador.O profissional da área de educação tem sobre si a exigência da construção e socialização de habilidades, competências e conhecimentos que permitam sua inserção no mundo contemporâneo com a tarefa de participar, como docente, pesquisador e gestor do processo de formação de crianças, jovens e adultos. O profissional consciente sabe que sua formação não termina na conclusão de uma graduação. Esta lhe aponta caminhos, fornecem idéias e conceitos, importantes de sua especialidade. O restante é por sua conta. Muitos professores, mesmo tendo sido assíduos, estudiosos e excelentes alunos, tiveram que aprender na prática, estudando, pesquisando, observando, errando muitas vezes, até chegarem ao profissional competente que hoje são. Mesmo quem saiu das melhores universidades, sabe que não detém todo o saber que a prática pedagógica exige, tendo necessidade de uma formação continuada. O educador precisa estar sempre estudando, lendo, buscando e pesquisando. E a escola também é espaço de formação para o professor. A formação do professor não se dá em momentos distintos, isto é, primeiro a formação teórica e depois a experiência prática, mas sim a teoria e prática juntas.O professor lida com gente, crianças e jovens que pode ser afetados por uma conduta inadequada e conceitos errôneos. O professor reflexivo nunca se satisfaz com sua prática, jamais a julga perfeita, concluída, sem possibilidade de aprimoramento. Está sempre em contato com outros profissionais, lê, observa, analisa para melhor atender sempre o aluno, sujeito e objeto de sua ação docente. Se isso sempre foi verdade e exigência, hoje, mais do que nunca, não atualizar-se é estagnar e retroceder.
“Um professor destituído de pesquisa, incapaz de elaboração própria é figura ultrapassada, uma espécie de sobra que reproduz sobras.” ( DEMO,1994, p.27). O professor deve ter bastante inteligência, tempo e decisão para superar as deficiências. Por si mesmo, deve procurar atualizar-se, embasar-se teoricamente, observar a prática e tirar lições para melhorar seu desempenho, pois cada professor é responsável por seu processo de formação, cabendo a ele o direcionamento e a decisão de que caminhos percorrer. Não há políticas e programas de formação contínua que consigam atingir um educador que não queira crescer que não queira se aperfeiçoar “O aprender contínuo é essencial e se concentra em dois pilares: a própria pessoa, como agente, e a escola, como lugar de crescimento profissional permanente.” (NÓVOA, 1997, p.23). Para esse estudioso português, a formação continuada se dá de maneira coletiva e depende da experiência e da reflexão como instrumentos contínuos de análise. A formação continuada não pode ser concebida apenas como um meio de acumulação de fóruns, palestras e cursos, mas um trabalho de reflexão crítica sobre a prática e de construção permanente de uma identidade pessoal e profissional em interação. No momento em que muito se discute sobre formação continuada, as reuniões pedagógicas vêm sendo apontadas como espaço privilegiado nas ações da equipe diretiva com professores, nos quais ambos buscam novos saberes, refletindo sobre a prática. “ A troca de experiências e a partilha de saberes consolidam espaços de formação mútua, nos quais cada professor é chamado a desempenhar, simultaneamente, o papel de formador e de formando”. ( NÓVOA, 1997, P. 26) O trabalho em equipe e o trabalho interdisciplinar se revelam importantes. Quando as decisões são tomadas em conjunto, desfavorece, de certa forma, a resistência às mudanças e todos passam a ser responsáveis para o sucesso da aprendizagem na escola “É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem é que se pode melhorar a próxima prática.” ( FREIRE, 1996, p. 43) Estudos apontam que existe necessidade de que o professor seja capaz de refletir sobre sua prática e direcioná-la segundo a realidade em que atua, voltada aos interesses e às necessidades dos alunos.
A formação continuada é saída possível para a melhoria da qualidade do ensino, dentro do contexto educacional contemporâneo. É uma tentativa de resgatar a figura do mestre, tão carente do respeito devido a sua profissão, tão desgastada em nossos dias. “Ninguém nasce educador ou marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma, como educador, permanentemente, na prática e na reflexão da prática.” (FREIRE, 1996). Formação permanente é uma conquista da maturidade, da consciência do ser. Quando a reflexão permear a prática, docente e de vida, a formação continuada será exigência para que o homem se mantenha vivo atuante em seu espaço, crescendo no saber.
Portanto, o sucesso profissional do professor, o espaço ideal para o seu crescimento, sua formação continuada, pode ser também seu local de trabalho.
Referências Bibliográficas
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. 20ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996. 192 p.NÓVOA, António. (coord.). Os professores e sua formação. Lisboa-Portugal, Dom Quixote, 1997. 158 p.
DEMO, Pedro. Pesquisa e Construção do Conhecimento. Metodologia científica no caminho de Hebermar. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1994.
A conversa, é o meio do qual dispomos a nos fazer entender. Possui regras que asseguram um bom desempenho, de modo a facilitar as relações interpessoais.
Hoje em dia as relações interpessoais estão cada vez mais difíceis. Com o estresse que vivemos ficamos mais intolerantes conosco e com os outros.
Talvez este seja o momento de refletirmos um pouco mais a respeito dos nossos sentimentos e atitudes.
A cobrança excessiva que fazemos a nós se estende ao outro. Fiscalizamos tanto o que devemos falar ou como agir que colocamos na verdade uma máscara para sermos aceitos e conseguirmos alguma vantagem. Como atuamos desta forma, acreditamos que os outros também fazem o mesmo. E aí como fica a relação de uma pessoa com outra? Ela é falsa, falta a espontaneidade, não somos fiéis aquilo que pensamos. Montamos um personagem, acreditando que este é o melhor caminho. Tendo em vista os problemas naturais das relações humanas, bem como a importância da coletividade, onde nem sempre é reconhecida e explorada tal capacidade, temos as dinâmicas de grupo como apoio para despertar os talentos do processo coletivo, .A questão da comunicação entre as pessoas é hoje um aspecto que ganha destaque por sua relevância na qualidade de vida Se desejarmos uma sociedade diferente, teremos que mudar as pessoas; a maneira de pensar e sentir, para que se possa alterar a conduta, já que são essas maneiras de ser que determinam o comportamento do ser humano Se desejarmos uma sociedade diferente, teremos que mudar as pessoas; a maneira de pensar e sentir, para que se possa alterar a conduta, já que são essas maneiras de ser que determinam o comportamento do ser humano.Ainda é preciso considerar o poder que as palavras exercem sobre nos. Quando ouvimos um elogio, há um bem estar que nos invade e acaba por influenciar nossas ações. Da mesma maneira, quando ouvimos uma ofensa, reagimos de acordo com ela, e passamos a nos comportar também de acordo. Esse simples exemplo evidencia a importância que as palavras têm no convívio social.Portanto, a gentileza, docilidade, aspereza, impaciência, enfim, a forma como se fala algo a alguém, traz sempre resultados compatíveis à sua natureza.
GAZETA
Um prêmio dado com freqüência na maioria das empresas é a folga. Quer seja uma hora ou uma tarde, quer seja um fim de semana prolongado ou uma licença de seis meses, essa forma de reconhecimento é valorizada em todo o mundo por quem trabalha.
• Dê uma pausa extra.
• Conceda ao colaborador um intervalo de almoço de duas horas e pague a sobremesa.
• Autorize almoços de duas horas por uma semana ou um almoço de duas horas uma vez por semana durante um mês.
• Permita que os funcionários tirem um dia de folga.
• Libere um fim de semana prolongado.
• Ofereça espontaneamente intervalos de folga por realizações específicas.
• Proporcione uma semana de folga a uma pessoa e organize as coisas de modo que o trabalho dela seja realizado.
Fonte: Bob Nelson. 1001 maneiras de premiar seus colaboradores. Ed. Sextante.
Cara de bravo
Não deixe que sua expressão transmita sentimentos que você, na verdade, não está sentindo. Confira essas dicas para suavizar a expressão:
• Observe no decorrer do dia as mudanças de expressão diante dos acontecimentos corriqueiros e das situações difíceis. Quais são as caretas? O que estão ocasionando?
• Relaxe os músculos faciais, solte a testa, a expressão dos olhos, o maxilar. Repita a ação quantas vezes for possível.
• Depois da conscientização, evite mímicas repetitivas.
• O uso de óculos escuro é de suma importância diante de qualquer claridade.
• Abandone o cigarro. Fumantes costumam ter rugas ao redor do lábio.
Fonte: Clínica Movimento Corporal
Motivação individual
A parte que nos cabe, para estarmos motivados, é 80% – deve partir de nós a vontade de vencer, de melhorar, de crescer. As outras pessoas, a empresa, a chefia, a sociedade, a família e tudo que nos cerca tem menor influência em nossa motivação do que a capacidade de ação e reação de cada pessoa. Motivação tem a ver com querer fazer, com vontade, com interesse, com iniciativa e isso depende mais de você do que dos outros. Por isso, é comum vermos pessoas em ambientes espetaculares e desmotivadas. Outros com tantas possibilidades de ser feliz, mas ainda assim desanimados. Criam uma expectativa maior no que está em volta e esquecem que o grande fator desencadeador da motivação está na própria pessoa. Ninguém será capaz de motivar alguém a aprender alguma coisa, se esse não tiver interesse ou necessidade d e aprender.
1. Gestores educacionais vencedores ouvem sua voz interior, fazem o que gostam e gostam do que fazem.
Se você tem paixão pela gestão educacional, não se estressa ao trabalhar e tende a fazer seu trabalho bem-feito. Mas para isso é preciso ser um especialista polivalente e não um generalista múltiplo, como se ensinou no passado. Se faz o que gosta, você nunca trabalha, se diverte; não vê as horas passarem, pois você ouve sua voz interior e transforma seu potencial em performance e seu empenho vira desempenho. Entretanto, se isso não acontece, sobra-lhe ainda a opção de acreditar no que faz.
Porém, se você nem gosta e nem acredita... bem, a alternativa seguinte não é lá muito boa: você é um gestor candidato ao tédio, à fadiga, à náusea, à rotina massacrante e, por fim, às doenças oncológicas. Triste, não? 2. Gestores educacionais vencedores nunca perdem o foco.
Dirigir uma instituição de ensino orientada para resultados é focar com inteligência, estratégia e ação. Gerir para perder é desfocar, desconcentrar, dispersar. Os gestores vencedores são setas, os perdedores são círculos.
Focar é definir prioridades e escrever planos de ação para alcançá-los. É ter uma só idéia na cabeça e ir até o fim com ela. Thomas Edson tinha uma idéia só e a transformou na pergunta focada de sua vida: “Como posso fazer o filamento se incendiar sem queimar a lâmpada?” Focar é você fazer a pergunta certa que gera a emoção competente: como posso maximizar ainda mais meus pontos fortes e minimizar os fracos?3. Gestores educacionais vencedores são persistentes.A persistência, somada à inteligência e à emoção é um dos segredos dos bem-sucedidos. A persistência focada é a mãe da qualidade total. Persistência sem talento leva à frustração, mas talento sem persistência leva ao fracasso. Quando entrar em sua escola, pense nisso.4. Gestores educacionais vencedores tem um “quociente de versatilidade” maior que quociente de inteligência.
Quem vence mais rápido: uma pessoa muito versátil ou alguém apenas muito inteligente? As pesquisas têm mostrado que os inteligentes versáteis chegam lá mais cedo. Contudo, se tivermos que escolher entre os dois, as experiências revelam que versatilidade é melhor do que inteligência. “Nenhum talento vale nada, se você não tiver talento para mostrar o seu talento.” Acredite: vencer é 70% versatilidade e 30% inteligência convencional. Mas se formos acrescentar emoções à inteligência, então, tudo muda. Gerir para vencer é 20% competência técnica e 80% competência emocional.5. Gestores vencedores sabem gerenciar o inesperado das mudanças.
Gestores educacionais vencedores se concentram nas oportunidades, não nos problemas. Ao contrário dos líderes reativos, eles gerenciam o inesperado e são proativos, isto é, passam a maior parte do tempo explorando o futuro. Vencedores percebem os ecos do futuro, perdedores apenas ouvem os problemas do passado e as ameaças do presente. Gestores campeões estão sempre perguntando: “Como serão os alunos, os pais, professores e concorrentes nos próximos cinco anos?”
Bem, há muitas outras matérias-primas para se desenvolver gestores campeões, mas se você se orientar por essas cinco essenciais, chegará mais cedo ao topo do sucesso da gestão educacional.
Gostaria que o senhor listasse os maiores problemas que observou em seu contato com a educação brasileira.
Para alguém que está fora do Brasil, esta é uma pergunta muito difícil. De um olhar exterior, grande parte dos problemas da escola, no caso brasileiro, estão fora da escola. Estão em situações de pobreza, de redes sociais muito frágeis, um frágil compromisso social com a escola pública. Isso é verdade em relação às classes populares, muitas vezes por situação de ignorância, mas é verdade também do lado das elites, que no Brasil me parecem pouco comprometidas com a escola.
Por que isso acontece?
Certamente, há muitas razões históricas, de cultura e colonização. O compromisso com a escola é historicamente mais frágil nos países católicos do que nos protestantes. Mas há muitas razões das últimas décadas, de algum descomprometimento das elites, que preferem enviar seus alunos a escolas particulares, não sentem essa responsabilidade sobre o bem público que é a escola.
Há ainda um segundo leque de problemas que estão dentro da escola. Sentimos que às vezes há uma generosidade dos professores, um voluntarismo. Há gente boa, com algum compromisso e vontade de mudar. Mas, para quem vê de fora, o que há é a sensação de uma grande desorganização da escola. Há muitas atividades, mas fica a sensação que a organização regular, cotidiana e sistemática da escola deixa muito a desejar. Há muita agitação, muitos projetos, mas pouca coerência e pouca consistência. Há, ao mesmo tempo, uma grande burocracia, sem dúvida.
O que caracteriza melhor a escola é, ao longo de um ano, ao longo de dez ou vinte anos, ter um conjunto de atividades regulares, sistemáticas, de ensino. E nos Brasil se tem a sensação que se está a inventar o mundo todos os dias. Troca a política educacional, trocam os governantes, os professores mudam muito. Os professores também faltam muito, o que na Europa nos surpreende muito. Aqui os alunos têm sempre aulas! Se o professor não pode vir, é substituído por outro, mas há uma regularidade cotidiana no trabalho do aluno, que por vezes não se sente no Brasil.
Em que medida a capacitação de professores melhora a qualidade da educação? Como deve ser feita?
Nos últimos 30, 40, 50 anos houve muita teoria educativa, pedagógica, reflexão sobre a educação. Mas quando vamos escavar em profundidade, chegamos sempre a conclusão que o professor é uma peça absolutamente central da escola. Podemos ter todas as teorias, mas se não tivermos professores extraordinariamente bem formados, não conseguimos segurar a qualidade do ensino.
Na formação inicial dos professores, há um momento muito importante, que nós chamamos de fase de transição. É quando eles saem das universidades e vão começar a ensinar. Esses primeiros anos são centrais e têm sido descuidados no Brasil, contrariamente a outros sistemas educativos. O professor aprendeu técnicas e métodos na faculdade, mas onde ele aprende a ser professor é nesses primeiros anos de exercício profissional. A pessoa acaba seu curso, entra na escola, muitas vezes fica com as piores turmas, nos piores horários e é deixada ali em uma "batalha de sobrevivência". E isso é dramático, porque os professores acabam por criar certas resistências em relação a profissão que não lhes permite serem bons professores.
O que poderia ser feito nesse sentido?
Criar parcerias entre as escolas, universidades e os poderes políticos para assegurar um acompanhamento. Uma coisa simples, nem que fosse todas as semanas, na sexta-feira, das cinco às seis da tarde, há uma reunião de reflexão com os professores. Nem que fosse introduzir uma hora de reflexão por semana, isto só por si já traria melhorias inacreditáveis no acompanhamento dos professores. Uma reflexão coletiva sobre as maiores dificuldades da semana, quais ele conseguiu superar. Podem ser às vezes coisas muito pequeninas, não de grandes programas, que melhoraria muita coisa na capacitação dos professores.
Os professores devem ter capacidade de participar do projeto educativo da escola. Cada escola tem que ter seu próprio projeto, baseado em sua equipe pedagógica, em um determinado conjunto de objetivos. A escola não pode ser apenas uma espécie de serviço burocrático, em que todas são iguais, que funcionam da mesma maneira, com os mesmos projetos.
E a formação continuada?
A formação continuada é o que pode ajudar o professor a ser melhor e a ter práticas de ensino mais eficientes. Mas é preciso que ela facilite o trabalho dos professores e não que complique ainda mais. Os programas de formação devem ser uma ajuda na vida dos professores e não mais uma tarefa, mais um aborrecimento. Devem ajudar em duas dimensões: a pensar e organizar o trabalho escolar. Isto é, deve estar dentro das escolas, não deve ser mais um conjunto de teses e teorias. E, ao mesmo tempo, esse trabalho de formação deve ter centro na equipe pedagógica dos professores, e não reforçar práticas individualistas. O trabalho do professor complexidade tão grande que é inimaginável pensar que possa ser resolvido individualmente. Os problemas que a escola enfrenta só podem ser resolvidos de maneira coletiva, por meio de pessoas que refletem em conjunto sobre eles.
Ser professor hoje é mais complexo do que foi no passado?
É muito mais difícil. Por duas grandes razões. Porque todas as crianças hoje em dia estão na escola. E no passado não estavam. Há 50 anos, estavam na escola apenas as crianças que estavam convencidas, pelas famílias, que a escola era uma coisa boa. Hoje, na escola está toda a gente. Ricos e pobres, os que acham que a escola tem sentido e os que acham que não tem sentido nenhum, toda uma enorme diversidade. Isso cria uma grande perturbação na escola entre os professores. Uma vez uma professora americana falou em um congresso "O que eu gosto mesmo é ensinar, dar aulas. No entanto, eu perco mais de 90% do meu tempo para tentar por ordem na classe, para tentar criar condições para que eu possa fazer o que gosto". Esse trabalho, 50 anos atrás, os professores não precisavam fazer.
Isso é comum tanto no Brasil quanto na Europa?
Tanto no Brasil quanto na Europa. Julgo que os problemas da educação são os mesmos no mundo inteiro, mas têm uma dimensão muito diferente de um país para outro. É evidente que no Brasil eles têm uma dimensão, uma profundidade muitíssimo maior.
A sociedade espera muito dos professores. Qual a contrapartida o governo deve oferecer aos professores para que isso aconteça? Salário de professor interfere na qualidade?
Se não houver melhoria nos aspectos do ponto de vista salarial, do prestígio social, tudo o resto é impossível de conseguir. O que acontece no Brasil, e é uma situação quase única no mundo, são professores que trabalham em duas escolas, em dois horários ou até três. Isso é evidentemente impensável. Não há possibilidade do professor ser bom se ao meio dia corre de uma escola para outra, à noite vai para outra escola. Os professores têm que ter o salário bom, fixarem-se em uma escola e dedicarem a essa escola o melhor de sua atividade profissional. Na Europa, ou mesmo em Portugal, um professor primário tem um salário, por vezes, superior a um professor de universidade. O salário de um professor no meio da carreira pode ser qualquer coisa da ordem de US$ 4 mil. Estamos a falar de um prestígio simbólico que dá ao professor uma responsabilidade.
A sociedade deve quase tudo a escola. As escolas se transformaram em um amálgama de coisas, onde se faz tudo, desde a parte da atividade física, da sexualidade, da saúde, do meio ambiente, da cidadania...e ninguém sabe verdadeiramente o que é central e o que não é. As sociedades contemporâneas, do século 21, têm que assumir uma maior responsabilidade por essas coisas e deixar às escolas um trabalho mais restrito, centrado sobre as questões da aprendizagem do aluno. Sei que isso é muito difícil, é mais difícil ainda no Brasil, onde a dimensão do problema social é tão grande que a escola não pode e não deve ignorar. Mas a escola não pode fazer tudo e fazer tudo malfeito. Porque o que nós notamos em muitas escolas é que os alunos, por cinco, seis anos, tiveram milhares de atividades, projetos é hoje de uma iniciativas, mas chegam ao fim dos oito anos e não sabem o mínimo das aprendizagem básicas escolares.
Qual seria o país que hoje possui uma escola pública modelo?
Os modelos de escolas mais fortes são dos países nórdicos, da Suécia, da Finlândia, e estamos a falar de três ou quatro séculos de responsabilidade e compromisso social com a escola. É uma longa história, não são três ou quatro anos, nem três ou
Quando cursamos licenciatura, está presente um forte comprometimento em se educar.
Ler é a arte de desatar nós cegos, disse Goethe certa vez, mas para um educador, pode acirrar outros tanto, e assim essa lida nos faz perseguidores de um melhor entendimento, pois, tanto para aprender como para ensinar é prática imprescindível.
Existe um 'livrinho de bolso' chamado Pedagogia do Oprimido, de Paulo Freire que deixa insuportável não considerá-lo como essencial a todos os que desejem iniciar estudos com o objetivo de se tornar 'professor'.
Mas quando alguém se torna professor?
Certamente quando perde a dimensão daquilo que faz do processo ensino-aprendizagem ser o que é.
O que quero contar deste 'livrinho', é que no primeiro capítulo intitulado 'não há docência sem discência', ele demonstra qual a percepção de um educador comprometido com a educação, a ponto de fazer indagar sobre quais são as reais competências e habilidades que devem ser desenvolvidas no processo de formação...
Opa; escrevi formação!
Pena que não se perceba a dimensão prática do método Paulo Freire aqui no Brasil, pois educar para ele, não é formar, fazer reproduzir, mas criar, desenvolver, superar.
'O educador democrático não pode negar-se o dever de, na sua prática docente, reforçar a capacidade crítica do educando, sua curiosidade, sua insubmissão...'
Quantos nós se percebe nesta simples frase, pois, o quanto depende do educador, e do educando?
Tendo como interlocutores universitários, adultos e já 'resolvidos', sujeitos que já escolheram e que se dispuseram a gastar uma boa quantia em dinheiro como meta para atingir o objetivo, o quanto este deve querer?
Note que enquanto tentamos desatar este nó, o acirramos mais ainda. Afinal, por que estamos estudando?
É comum, nos corredores da universidade, ouvir educandos das áreas de exatas e biológicas, cursos que também são oferecidos como licenciatura, tecer todos os tipos de comentários pejorativos às disciplinas pedagógicas – até se entende a ojeriza destes, pois entram com a pretensão de se tornarem profissionais como primeira escolha e o dar aulas; só se for o caso.
Entretanto, esses comentários são comuns também entre os educandos da área de humanas; como desatar este nó?
Continuando a transcrição do parágrafo já citado anteriormente, lemos:
'...uma de suas tarefas primordiais (do educador) é trabalhar com os educandos a rigorosidade metódica com quem deve se 'aproximar' dos objetos cognoscíveis. E esta rigorosidade metódica não tem nada que ver com o discurso 'bancário' meramente transferidor do perfil do objeto ou do conteúdo...'
Percebemos assim, que também depende do educador como um agente motivador, pois o que se espera deste é uma leitura constante da realidade para, a partir do entendimento, inovar, construir, superar o cotidiano etc.
Pois, continua Paulo Freire '...essas condições implicam ou exigem a presença de educadores e de educandos criadores, instigadores, inquietos, rigorosamente curiosos, humildes e persistentes. Faz parte das condições em que aprender criticamente é possível a pressuposição por parte dos educandos de que o educador já teve ou continua tendo experiência da produção de certos saberes e que estes não podem a eles, os educandos, ser simplesmente transferidos. Pelo contrário, nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado, ao lado do educador, igualmente sujeito do processo...'
Isso impõe a necessidade de entender a educação como um processo dinâmico, mas mesmo nos bancos universitários, que deveriam criar e recriar saberes, persiste a inércia, algo resistente às inovações, ou seja, nos colocam sentados sobre um livro de história.
Aqui não falo de sistemas educacionais, mas da educação em si, como uma busca da plenitude pelo sujeito visando à superação daquilo que se está sendo, portanto, a liberdade entendida como a capacidade inerente a todo o sujeito de se transformar.
Possibilidade de escolher, como Sartre nos propõe.
Então, '...só assim podemos falar realmente de saber ensinado, em que o objeto ensinado é apreendido na sua razão de ser e, portanto, aprendido pelos educandos'.
Quer se construir como educador?
Leia atentamente este livro.
Pois, toda a citação utilizada aqui, compõe apenas um único parágrafo da Pedagogia da Autonomia, exposto nas páginas 28 e 29.